UCI empenhado no combate ao Doping mecânico no Tour de France.
Enquanto o doping por substâncias proibidas parece cada vez mais distante do ciclismo de elite, outra ameaça continua a alimentar o debate durante o Tour de France: o chamado doping mecânico.
A possibilidade de algumas bicicletas serem equipadas com motores ocultos continua a gerar desconfiança entre antigos ciclistas, especialistas e adeptos, levando a União Ciclista Internacional (UCI) a intensificar os controlos tecnológicos ao longo da maior prova do calendário mundial.
Para afastar qualquer suspeita, a UCI mantém um protocolo de inspeção rigoroso durante as três semanas da Volta a França.
Saiba que antes do arranque de cada etapa, os comissários técnicos analisam as bicicletas recorrendo a tablets magnéticos e outros equipamentos de inspeção capazes de detetar alterações mecânicas. No final de cada dia de competição, voltam a ser realizados controlos, desta vez através de exames de raio-X. Além da bicicleta do camisola amarela e dos vencedores das várias classificações, são ainda escolhidas aleatoriamente cerca de dez bicicletas para inspeção.
Apesar de nunca ter sido encontrado qualquer caso de doping mecânico no Tour, as exibições dominadoras de alguns ciclistas continuam a alimentar especulações. Um dos nomes mais vezes associado a essas suspeitas é o de Tadej Pogacar.
O antigo ciclista espanhol Francisco Mancebo lançou dúvidas sobre o equipamento do esloveno ao recordar um episódio em que fez rodar a roda da bicicleta do campeão. “No outro dia, parei a roda do Pogacar… e ela não parava”, afirmou numa entrevista ao ‘Marca’.
Mais tarde, Mancebo esclareceu que pretendia apenas comparar a qualidade do material utilizado, mas as declarações acabaram por alimentar novas teorias nas redes sociais.
As suspeitas tornaram-se ainda mais mediáticas depois das declarações do antigo jornalista do L’Équipe, Philippe Bordas, quando numa entrevista ao Ouest-France, Bordas não escondeu as críticas a Pogacar, considerando que o domínio do esloveno levanta muitas dúvidas.
As palavras mais polémicas foram, contudo, dirigidas a Chris Froome, vencedor de quatro edições do Tour de France. “Houve doping mecânico. Não o querem admitir, mas o Froome ganhou todas as suas Voltas a França com um motor”, afirmou.
Apesar das sucessivas teorias e suspeitas, a realidade mantém-se inalterada.
Até hoje, não foi detetado qualquer caso de doping mecânico no Tour de France, apesar dos milhares de inspeções realizadas pela UCI ao longo dos últimos anos.










