Depois de dois dias para os sprinters, e antes de duas jornadas de montanha, os fugitivos finalmente tiveram uma chance para lutar pela vitória.
Fuga surpreende no Tour de France
13ª etapa do Tour de France, entre Dole e Belfort. Depois de duas jornadas que terminaram ao sprint, os ciclistas ultrapassavam um dia plano, mas com duas montanhas exigentes a cerca de 20 km da meta.
A etapa arrancou com vários ciclistas a tentar entrar na fuga. A UAE Emirates controlava o pelotão, mas confortável com a liderança, deixava o espaço abrir: eventualmente formaram-se dois grupos na frente que, juntos, continham 57 ciclistas.
Ainda antes do primeiro sprint intermédio, os dois grupos juntaram-se e a diferença começou a cair enquanto a UAE rodava impávida e serena. Tom Pidcock era o melhor colocado na fuga, e viu a vantagem subir até aos 8:00, o que lhe dava perspetivas de subir muito na classificação geral.
A partir do momento em que a fuga se estabeleceu, a história da etapa fez-se na frente, uma vez que no pelotão não houve ataques entre os favoritos. Na principal montanha do dia, foi Tom Pidcock que teve o condão de atacar, e partir o grupo: o britânico coroou a contagem de montanha num grupo reduzido e sonhava com a vitória ao 13º dia.
No entanto, com 16 km para o fim, Mauro Schmid, que seguia nesse grupo da frente, decidiu testar os rivais, atacou, e só foi seguido por Harold Tejada. Atrás hesitaram, e a dupla ganhou uma vantagem suficiente que lhes permitiu lutar pela vitória da etapa.
No sprint, foi Schmid o mais rápido, conquistando assim a 13ª etapa da 113ª edição do Tour de France. Tejada foi segundo, e Tom Pidcock terceiro.
O inglês ficou, depois, à espera da chegada do pelotão, para perceber quantos lugares teria ganho com a diferença que ganhou ao entrar na fuga do dia. Feitas as contas, o grande grupo chegou a 7:32 do vencedor, e Pidcock sobe ao 4º lugar da classificação geral do Tour de France, que era ocupado por Juan Ayuso antes do início da jornada, e apenas a meros 0:09 do pódio.











