Ciclista esloveno atacou o grupo no Tourmalet, e acabou por meter muito tempo aos rivais. É a segunda vitória nesta edição.
Ataque de Pogacar quase acaba com o Tour de France
Dia grande na maior corrida do mundo, com a prova a chegar pela primeira vez à alta montanha, num dia que passava pelo Col d’Aspin e pelo mítico Tourmalet, antes da descida, e de quase 20 km de falso plano até à meta.
A fase inicial da etapa foi muito dura, com a fuga a demorar muito tempo a estabelecer-se, fruto das vontades táticas de várias equipas, que tentavam colocar ciclistas na frente, ou impedir que homens perigosos de outras formações conseguissem um avanço logo no início do dia.
A fuga acabou por sair, mas pouco perigosa, sem ameaçar que a luta pela etapa sobrasse para os favoritos para a classificação geral.
Chegado o pelotão ao Col d’Aspin, a UAE Emirates – XRG começou a trabalhar na frente do pelotão, endurecendo o ritmo de forma progressiva. O início do Tourmalet contou a mesma história, até que Isaac Del Toro entrou ao trabalho.
Foi pouco depois do início do esforço do mexicano que Jonas Vingegaard descolou da roda de Pogacar. O esloveno atacou pouco depois para se isolar com mais de 40 km para a frente. O rival dinamarquês conseguiu aguentar a diferença nos 0:10 durante muito tempo, mas na fase final da ascensão abriu mais 0:20, e coroou o Tourmalet com 0:30 de vantagem, e com direito a recorde absoluto na mítica subida.
No final da descida do Tourmalet, a vantagem de Pogacar tinha crescido mais 0:40. O esloveno entrou no falso plano de 18 km até à meta com 1:10 de vantagem, e foi aumentando a diferença de forma gradual até à meta. Venceu pela segunda vez nesta edição, de forma isolada, com 2:38 de vantagem sobre o segundo do dia, Jonas Vingegaard. Del Toro fechou o pódio do dia, a apenas 0:20 do homem da Visma.
O campeão do mundo dá, assim, um autêntico murro na mesa, que o deixa ainda mais como favorito para a quinta conquista do Tour de France na sua carreira. Nota ainda para a queda de Torstein Træen, que levava a camisola amarela, mas que acabou por perder muito tempo.
Na próxima sexta-feira, o pelotão vai poder conservar energias, uma vez que têm pela frente uma etapa praticamente plana, que deve terminar com final ao sprint.










