O Médio Oriente transformou-se num cenário de guerra real e um técnico luso encontra-se no centro dos acontecimentos militares. A treinar no Bahrein, o treinador português quebrou o silêncio sobre o ambiente de insegurança que se vive na região após os ataques retaliatórios do Irão. As rotinas de treino deram lugar a planos de emergência e a uma vigilância constante sobre o que cai do céu.
“Aconteceu tudo de forma rápida”
Nandinho, técnico de 52 anos com passagens por Gil Vicente e Famalicão, comanda agora o Al Muharraq e relatou momentos de grande tensão ao jornal “Record”. “Aconteceu tudo de forma rápida, sem que estivéssemos a contar. Neste momento, estamos aqui num impasse, em casa, a cumprir ordens do Ministério da Defesa daqui”, confessou o treinador. Também tenistas do top Mundial e jogadores do Mundial de Padel estão presos no Dubai pelo mesmo motivo.
O perigo tornou-se palpável com a circulação de imagens que mostram ataques com drones contra edifícios no país. “Tentamos estar protegidos quando as sirenes tocam, quando há ataques. Não sabemos muito bem o que fazer, mas vamos aguardar”, explicou Nandinho. O técnico mantém contacto com a Embaixada portuguesa na Arábia Saudita, uma vez que não existe representação diplomática no Bahrein, seguindo ordens rigorosas para evitar saídas de casa.
Alvos civis e militares sob mira aérea
Apesar da aparente tranquilidade da população, o treinador descreve um quotidiano marcado pela incerteza e por explosões em zonas estratégicas. “Ontem, também foi atacado um hotel aqui no centro da cidade, porque supostamente estariam lá militares americanos. O aeroporto também foi atacado”, revelou Nandinho. A apreensão é total, uma vez que os ataques deixaram de ser exclusivos a bases militares para atingir infraestruturas civis.
A solução de emergência passa agora por uma tentativa de fuga terrestre através da fronteira com a Arábia Saudita. “Há pessoas que têm saído pela Arábia, as autoridades estão a facilitar os vistos na fronteira”, afirmou Nandinho, que tenta chegar a Riade para voar para Portugal. No entanto, o fecho de espaços aéreos e o cancelamento de voos tornam o regresso uma incógnita: “Não queremos ir para Riade e, depois, ficar lá apeados”.








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