O Sporting empatou frente ao AFS e voltou a perder pontos na luta pelos lugares cimeiros da Liga Portugal. No final do encontro, Francisco Trincão e Rui Borges analisaram o resultado, falaram do lance do penálti e abordaram o impacto deste empate nas contas do campeonato.
Trincão lamenta injustiça e falta de eficácia
Confira, aqui, tudo o que disseram o capitão leonino e o treinador após o apito final, numa reação marcada pela frustração com o resultado e pelas críticas ao lance decisivo da partida.
Análise ao empate
“Estamos tristes. Não era o resultado que queríamos. O lance do penálti não me pareceu falta, mas não tive oportunidade de ver as imagens e não quero estar a agarrar-me a isso. Tivemos mais do que oportunidades para ganhar este jogo, por isso estamos tristes.”
Equipa sentiu ansiedade após o empate?
“Estávamos com vontade de ganhar o jogo, mas sem ansiedade. Se tivéssemos marcado uma das muitas oportunidades que tivemos, não estávamos a falar assim. O futebol não foi justo.”
Sporting deixa de depender de si para o segundo lugar
“Não vamos pensar nisso. Temos de fazer o nosso, ganhar os nossos jogos. Também ainda temos um título para ganhar e temos de nos focar nisso.”
Rui Borges aponta dedo e fala em “manto verde”
Análise ao jogo
“Fizemos mais do que suficiente, infelizmente não conseguimos fazer golos e saímos prejudicados. É o futebol. É levantar a cabeça e seguir.”
Confiança em Rafael Nel e análise
“Não vou falar na parte individual, mas no coletivo. Fizemos um jogo razoavelmente bom para sairmos com a vitória. Várias oportunidades de golo. Faltou acertar com a baliza. O AVS acaba por ser feliz num lance que acontece num jogo de futebol cada vez mais e saímos prejudicados.”
Ficou bastante agastado com o árbitro naquele lance polémico na área do AVS e depois com o penálti a favor do adversário…
“É o chamado manto verde, passou-se o manto verde hoje aqui, é um pouco isso, o manto verde esteve em campo. Não vou comentar.”
Atira a toalha ao chão em relação ao campeonato?
“Não atiro a toalha ao chão, mas uma coisa é certa: já não dependemos de nós para o segundo lugar, sequer. É tão simples quanto isso. É focar no que temos que fazer para alcançar o segundo lugar. Não adianta estar a pensar… claramente o Porto fica com a vida facilitada para conseguir o campeonato e a nós resta-nos estar aqui, ser sérios até ao fim e fazer a nossa parte para conseguirmos, pelo menos, o objetivo do segundo lugar.”
O que justifica este desfecho?
“Temos tido muitos jogos de exigência alta. A sobrecarga existe. Hoje era impossível não mexer na equipa, claramente impossível até por aquilo que fomos falando com os jogadores, o que nos passaram. Era impossível não haver essa gestão. Os jogos têm sido de uma exigência altíssima. Eles têm dado tudo, a equipa deu tudo … não fomos capazes de conseguir ganhar o jogo. Sabíamos que íamos pagar de alguma forma. Acreditávamos que com a vontade entrega do grupo iríamos conseguir ultrapassar. Tivemos dois resultados menos conseguidos para o campeonato, um pouco devido a isso. Nesta fase que era necessário ter o plantel na máxima força, tivemos algumas baixas. Orgulhoso do que têm feito. Não podendo dar mais, deram tudo pela equipa. É claro que não estão como no início, mas estão ligados e comprometidos”
Faltou alguma variação na primeira parte?
“Analisaste bem. Na primeira parte foi muito lenta a nossa variação. O AVS estava muito baixo. Até entrámos bem, mas o jogo ficou mais morno e nós entrámos nesse jogo de bola mais lenta. A bola tinha que andar mais rápida. A dinâmica de centralizar mais o Debast, puxar o Gio [Kochorashvili] um pouco mais para a esquerda… eles tinham alguma dificuldade e o Tunde marcava muito pela frente do lateral e criar superioridades à esquerda. Foi isso que aconteceu na segunda parte. À direita com a nossa dinâmica, tentámos acelerar mais com a entrada do Geny, dar mais frescura. Conseguimos, criámos situações de golo, mas não finalizámos. É muito por aí”










