Donald Trump pretende ver Gianni Infantino como próximo secretário-geral das Nações Unidas, sucedendo ao português António Guterres, que termina o seu mandato no final deste ano. A informação foi avançada por uma fonte próxima do presidente norte-americano, que considera que o líder da FIFA reúne as características necessárias para assumir o cargo máximo da organização internacional.
Relação fortaleceu-se durante o Mundial 2026
A relação entre Trump e Infantino estreitou-se durante o Mundial 2026, competição organizada pelos Estados Unidos, Canadá e México. Segundo a mesma fonte, o presidente dos Estados Unidos acredita que o dirigente suíço “é respeitado por todos em todo o mundo” e tem uma capacidade especial para unir pessoas. Durante o torneio, Infantino procurou manter uma relação próxima com Trump, tendo inclusivamente atribuído ao presidente norte-americano o primeiro Prémio da Paz da FIFA, em dezembro do ano passado.
Caso avance, a candidatura de Infantino terá de obter o apoio do Conselho de Segurança das Nações Unidas, composto por 15 membros, antes de ser confirmada pela Assembleia Geral. Para já, não é conhecido se o presidente da FIFA pretende candidatar-se ao cargo, sendo também expectável que o próximo secretário-geral seja oriundo da América Latina ou das Caraíbas, uma tradição que esta eventual escolha poderá contrariar.
Salário, críticas e reeleição na FIFA
A proposta recebeu o apoio de Paolo Zampolli, representante especial dos Estados Unidos para as Parcerias Globais e amigo pessoal de Infantino. O responsável considerou que o presidente da FIFA “faria um excelente trabalho” à frente da ONU, defendendo que a experiência adquirida na liderança de uma organização com mais de 200 associações filiadas poderá ser uma vantagem. A eventual mudança representaria, contudo, um corte salarial significativo, uma vez que Infantino recebe cerca de 5,5 milhões de euros por ano na FIFA, enquanto o secretário-geral das Nações Unidas aufere aproximadamente 366 mil euros anuais.
Apesar deste cenário, Gianni Infantino já anunciou que pretende recandidatar-se à presidência da FIFA nas eleições marcadas para março de 2027. O dirigente conta com o apoio da maioria das 211 federações afiliadas, embora continue a ser alvo de críticas, sobretudo após a polémica intervenção de Donald Trump no processo que levou ao levantamento da suspensão de Folarin Balogun durante o Mundial 2026, uma decisão que gerou forte contestação entre várias federações europeias.











