Médio e selecionador nacional estiveram presentes em conferência de imprensa para fazer a antevisão ao jogo da equipa das quinas. Confira, aqui, todos os números da seleção nacional no Mundial.
Samu: “Estou aqui para ajudar”
O papel na Seleção:
“O meu papel é bastante claro: estou aqui para ajudar no que for preciso. Se for para jogar 1 minuto, se for para jogar 90, o mais importante é a equipa. Para conquistar todos juntos algo muito bonito”
Qual é a sua posição preferida? E sobre a concorrência no lugar?
“A posição mais cómoda é a 6 ou 8. Como já disse ao míster, se tiver de jogar a lateral, estou ao serviço da Seleção. O mais importante é a equipa. Quanto melhor concorrência, melhor, temos os melhores jogadores do mundo em cada posição. E estou bastante agradecido por trabalhar com eles todos os dias. Sei que trabalharei muito. Deve-se ao meu trabalho, ao que fiz, no estágio de março. Tive oportunidade de mostrar como sou. Quanto à concorrência, fiz o melhor por estar aqui. Feliz por estar nesta Seleção.”
Descida de divisão e o futuro do Maiorca
“Só estou focado na Seleção, o clube não é importante. Importante é estar aqui, dar o melhor todos os dias. Para conseguir algo muto bonito. Serei mais um”
Estádios do Mundial, nomeadamente os relvados, são um problema?
“Acreditamos que estará preparado para o Mundial. Temos de estar preparados para todas as situações. A nossa preocupação não é o campo ou estádio, mas nós mesmos”
Época: taticamente que balanço faz?
“Comecei há uns anos a 6. Melhorei o meu jogo para fazer posições diferentes. Passei a ser box to box. Fiz o que os treinadores pedem, consigo adaptar-me bem a qualquer posição. O mais importante é fazer o meu melhor. Aprender com os meus companheiros e aprender a cada dia”
Falou com Martínez sobre qual o plano, se 6 ou 8?
“O míster não falou comigo, o mais importante é a equipa. Temos treinado muitas coisas. O mais importante é o plano coletivo, é onde estamos focados”
Pressão para ser campeão?
“Pressão vai sempre haver. Todas têm, é a maior competição. Todos querem ganhar. Se tens pressão é porque esperam boas coisas de ti. Candidato não falo disso, o mais importante é o dia a dia. Começar a construir boa química entre todos. Dia a dia, e o importante agora é o jogo de amanhã”
Será titular amanhã? Boas ligações no estágio?
“Não sei se vou jogar, o míster decide. Estou preparado para jogar ou não. Tenho criado ligações com companheiros, com centrais, laterais, 10, extremos. Isso é importante. Para chegar ao Mundial e jogar sem pensar muito, para sair tudo mais fluído”
Interesse do Benfica?
“Só estou focado na Seleção. Nada mais”
Jogo de preparação e a diferença para algo competitivo?
“A intensidade somos nós quem a coloca. Para mim é tudo igual. Importante amanhã metermos na cabeça que é um jogo oficial. Temos de dar o máximo, para preparar o primeiro jogo. Vamos encarar com o máximo de seriedade”
O que sabem sobre a seleção chilena?
“Sabemos que é uma seleção que está a reconstruir-se. Tem jogadores novos, que têm energia, vontade de merecer estar na seleção. Conheço alguns jogadores. Esperamos uma equipa intensa e atrevida. Temos de estar preparados para uma equipa assim, temos de estar no máximo para defrontar o Chile”
O que espera do Chile?
“Compromisso tem de estar presente. Não nos vamos guardar. Vai ser um jogo bastante importante. Se relaxas, não podes habituar-te a isso. Tens de ter seriedade, ter intensidade, impor o nosso jogo. E saber que é uma equipa que vai criar dificuldades”
Roberto Martínez: “O importante é ganhar”
Falou sobre as suas decisões em várias entrevistas e falou muitas vezes em números. Não há frieza a mais?
“Quando tomamos decisões tem de haver um grande equilíbrio entre o que é subjetivo e o que é objetivo, em tudo aquilo que podemos medir e hoje no futebol podemos medir tudo e temos de tomar decisões mediante isso.”
“Foco agora é mais individual e é uma continuação do bloco que vem desde maio. Os adversários que vamos enfrentar agora já tem parecenças com o que vamos encontrar no Mundial. O Chile tem aspetos de combate e do futebol sul-americano parecidos com a Colômbia. Depois há uma preparação coletiva para o que são os 3 jogos da fase de grupos. Depois dizer que é muito importante jogar frente aos nossos adeptos tanto no Jamor como frente à Nigéria”
Scaloni diz que fala sempre com Messi para tomar decisões. Faz o mesmo com Cristiano?
“Peço desculpa, mas nós trabalhamos de forma diferente.”
Jogos amigáveis:
“Os resultados dos jogos amigáveis não são os jogos amigáveis, mas a preparação que retiramos. Amanhã com o Chile queremos ganhar, mas essa não é essa prioridade. Vamos usar as 11 substituições e o foco é mais individual. O resultado é tudo aquilo que estás a acrescentar à equipa. Em março, trabalhámos em altitude e agora vamos jogar em Houston por isso decidimos chegar o mais tarde possível aos EUA, porque podíamos trabalhar aqui o que era preciso. Assim, estamos a utilizar a experiência que já trago de 3 Mundiais.”
Importava-se de ganhar o Mundial, mesmo sem jogar assim tão bem?
“O importante é ganhar. Acho que a nossa equipa, com o talento que temos, tem mais hipóteses de ganhar. O foco é jogar bem para termos tudo em controlo. Nós queremos ganhar bem, controlando a bola e o espaço, e isso é que é jogar bem. Aí assino por baixo.”
Matheus Nunes:
“Há situações que não podemos controlar e, infelizmente, o Matheus Nunes está fora da lista [para o jogo com o Chile]. Esperemos que esteja disponivel para a Nigéria. O João Félix ainda vamos avaliar, mas acredito que possa estar disponível.”
Há alguma Seleção que a esteja a surpreender?
“Agora, só estamos a acompanhar as seleções que vamos defrontar. A Colômbia joga muito bem, com uma clareza muito grande em tudo o que faz. A RD Congo também está a mostrar flexibilidade tática. O Uzbequistão está a trabalhar muito bem o aspeto defensivo com o novo treinador e acredito que o jogo de amanhã vai ser importante na questão dos duelos.”
Gostava de um Portugal-Espanha na final?
“Tenho de falar com toda a humildade e, para já, só temos 3 jogos, não temos 8. Vamos tentar crescer e tentar ter melhor nível possível. Depois estamos abertos a tudo.”
O que podem trazer os campeões da Europa pelo PSG?
“Já no ano passado trouxeram muita confiança. Quando ganhas a Champions acreditas que podes ganhar tudo. O Nuno Mendes, defesa esquerdo, e foi o melhor jogador da final da Liga das Nações. O Vitinha esteve também muito bem na final four e o Gonçalo Ramos é um jogador que eu gosto muito, porque ajuda muito a equipa. O João Neves é dos médios em melhor forma. Agora têm de desligar e preparar-se.”
Vai conseguir tirar conclusões sem a espinha dorsal?
“Estamos juntos há 38 jogos. A ideia é criar um balneário competitivo. Temos 5 substituições, por isso a ideia é acabar os jogos ainda melhor do que começámos. Penso que todos terão oportunidades nos dois jogos e queremos abrir o onze inicial a toda a gente. Não podemos ter só um onze. Queremos ter outras dinâmicas e para isso contamos com todos.”
O que destaca no Chile?
“Para nós é muito importante ser uma seleção nova e o selecionador estão a trabalhar muito bem, criando uma equipa com muita flexibilidade. Para nós, é um jogo de preparação para o Mundial e para eles é um jogo de preparação para o futuro. Os dois jogos servem para preparar individualmente os jogadores. O Chile vai exigir muito de nós sem bola e penso que será difícil em transições.”
“Encanta-me o futebol chileno, porque acompanhei muito o Mundial’2010, com o mister Bielsa. Para mim, falar do Chile é falar de Jean Beausejour, sei que é egoísta mais foi com ele que ganhei coisas. Por isso, para mim o melhor chileno é Jean Beausejour.”









