Portugal poderá ficar sem a organização do Mundial 2030 caso a UEFA concretize o boicote às competições da FIFA. O conflito entre os dois organismos intensificou-se devido ao plano de Gianni Infantino para entregar a gestão do Campeonato do Mundo a uma nova empresa com participação de investidores privados.
UEFA recusa privatização do Mundial
A decisão foi anunciada após uma reunião entre a UEFA e as suas 55 federações associadas. Em comunicado, o organismo liderado por Aleksander Ceferin garantiu que nenhuma seleção europeia participará em competições da FIFA enquanto a proposta permanecer em cima da mesa, exigindo o abandono total do projeto.
A UEFA justificou a sua posição afirmando que a entrada de investidores privados alteraria profundamente o futebol mundial. No comunicado, defendeu que as decisões sobre calendários, formatos das competições e o futuro da modalidade deixariam de servir o futebol para passarem a responder aos interesses dos acionistas.
Organização de Portugal pode estar em causa
Para convencer as 211 federações da FIFA, Gianni Infantino propõe uma receita adicional de 44 milhões de euros para cada associação ao longo de 12 anos. Enquanto a UEFA endurece a oposição, a Confederação Africana de Futebol apelou às suas federações para analisarem detalhadamente a proposta.
Se o boicote europeu avançar, as consequências poderão estender-se ao Mundial 2030. Nesse cenário, Portugal e Espanha arriscam perder o direito de organizar a competição ao lado de Marrocos, colocando em causa um projeto já atribuído pela FIFA e considerado histórico para os três países.










