Tragédia ferroviária em Adamuz faz 39 mortos. Uma portuguesa já está em casa, enquanto o estado de saúde de um segundo nacional permanece sob reserva.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) confirmou esta segunda-feira, 19 de janeiro, que pelo menos dois cidadãos portugueses estavam a bordo dos comboios de alta velocidade que colidiram e descarrilaram no sul de Espanha. O balanço global da tragédia é pesado, contabilizando-se já 39 vítimas mortais e mais de uma centena de feridos.
A situação dos portugueses: Um regresso a casa e uma incerteza
De acordo com a fonte oficial do MNE citada pela agência Lusa, os dois casos sinalizados apresentam situações distintas:
- Uma cidadã nacional que, apesar do susto e do cenário de destruição, “já se encontra bem e em casa”;
- Um segundo cidadão, sinalizado pelas autoridades espanholas no local do acidente, sobre o qual ainda não se conhecem detalhes relativos ao seu estado de saúde ou gravidade dos ferimentos.
O apoio de Portugal à “Tragédia de Adamuz”
O governo português reagiu de imediato à catástrofe ocorrida no município de Adamuz, perto de Córdova. O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, transmitiu pessoalmente a sua solidariedade ao homólogo espanhol, Pedro Sánchez, colocando Portugal à disposição para prestar todo o apoio necessário, seja a nível logístico ou médico.
Também o Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, manifestou a disponibilidade das entidades técnicas portuguesas para colaborar na investigação do acidente, sublinhando a estreita cooperação institucional entre os dois países.
Entenda o acidente
A colisão ocorreu na noite de domingo, quando três vagões de um comboio da empresa Iryo descarrilaram e invadiram a via onde circulava um comboio da Renfe. Este último tinha como destino Huelva, cidade vizinha da fronteira portuguesa com o Algarve, o que justifica a presença frequente de portugueses nesta linha ferroviária.
Os dois primeiros vagões do comboio que seguia para Huelva foram projetados por um aterro de quatro metros após o embate. Espanha cumpre agora o primeiro de três dias de luto nacional por aquela que é já considerada uma das piores tragédias ferroviárias da década na Península Ibérica.










