A diferença de 24 pontos ficou agora ainda mais curta. Estratégia da McLaren saiu caro a ambos os pilotos e foi a Red Bull a aproveitar. O mundial de pilotos de F1 fica adiado para Abu Dabhi, com os mesmos três na disputa direta.
O GP do Qatar de F1 terminou de forma algo inesperada e, desengane-se aquele que diz que corridas sem ultrapassagens são desinteressantes. Numa corrida com muito poucas ultrapassagens, foi na estratégia que caiu o erro e que foi escolhido o vencedor. Foi um Safety Car, que apesar de mais ou menos previsível neste traçado, no ano passado aconteceram três, parece ter apanhado a McLaren de surpresa. E de 24 pontos entre o primeiro e o terceiro, passámos agora para uma diferença de apenas 14. O título ficará apenas definido em Abu Dabhi, na próxima semana, com os mesmos três protagnoitas na luta, Lando Norris, Oscar Piastri e Max Verstappen, apenas com uma ordem pontual diferente.
Verstappen and Norris side-by-side into Turn1!
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Como tudo mudou com o safety-car
A corrida começou com a habitual disputa entre os favoritos. Na largada do GP do Qatar de F1, Verstappen ganhou a posição a Norris, sem lhe dar hipótese de lutar, subiu para segundo logo na primeira curva, atrás de Piastri. Norris segurava o pódio provisório e tudo parecia sob controle para a McLaren. Porém, a reviravolta chegou na volta 7, quando Hülkenberg e Gasly colidiram na Curva 1 — acidente que forçou a entrada do safety-car. A maioria das equipas aproveitou para fazer a primeira paragem (de duas obrigatórias relembramos) e trocar pneus. Contudo, a McLaren optou por manter Piastri e Norris na pista com pneus médios — uma decisão que defenderam ser em nome da “flexibilidade” após Norris questionar a equipa.
Hulkenberg goes into the barriers after contact with Gasly which brings out the Safety Car 🎥#F1 #QatarGP pic.twitter.com/LTtqDUdhM9
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Quando as paragens começaram a ser inevitáveis, Piastri entrou na volta 24 e Norris na 25 — depois de Verstappen, Sainz e outros terem já trocado. Mas os danos estavam feitos: apesar de excelente ritmo, os laranjas regressaram atrás dos rivais que já haviam ganho tempo com pneus novos e postura agressiva. A diferença de desempenho era clara: enquanto Piastri, Norris e Verstappen rodavam a cerca de 1:25.800, o resto do pelotão parecia mais lento, acima dos 1:26.600. Mas com pneus desgastados e pressão alta, a McLaren pagou o preço de apostar na continuidade.

Verstappen volta à luta pelo título
Com esta vitória, Verstappen mantem-se ainda mais vivo na luta pelo campeonato e pelo título de mundial de pilotos de F1 2025 — e mostra que, mesmo sem o carro dominante, sabe aproveitar os erros dos rivais. A reviravolta em Lusail demonstra que, nesta reta final, a estratégia pode revelar-se ainda mais fundamental do que ter um carro melhor. A gestão das paragens, principalmente numa corrida com duas paragens obrigatórias, pedia uma análise, interpretação e até uma reação mais rápida e eficaz ao que a corrida oferecia. No final, Piastri foi segundo, seguido de Carlos Sainz num pódio surpreendente, enquanto Norris chegou em quarto, frustrado com a reviravolta.
THE TOP 10 IN QATAR!
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Campeonato está longe de estar decidido
O GP do Qatar de F1 saiu, para muitos, daquilo que se esperaria. Numa pista onde as ultrapassagens são escassas e onde o “fenómeno do comboio de DRS” aparece em toda a sua duração, caiu precisamente na estrategia de duas paragens, imposta pela FIA devido à degradação dos pneus, e da falta de reação por parte da McLaren em decidir bem e em tempo real. Com a entrada do safety car, era quase que obrigatório fazer também parar os pilotos da frente, que assim ficaram em “desvantagem” para o restante pelotão.
THREE DRIVERS, ONE WORLD TITLE…
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Nos erros se perdem campeonatos, e a verdade é que a equipa papaia conseguiu ainda complicar mais o que já cada vez mais se revelava difícil e vê agora ainda mais próximo Max Verstappen que, se já acreditava que era possível, sai agora do Qatar com a confiança ainda mais vincada. O GP de Abu Dabhi de F1 decorre na próxima semana, naquele que será a última prova da temporada e naquela que irá definir o título de campeão mundial de pilotos.











