Nuno Ferreira, de 26 anos, já tinha pulseira eletrónica por agredir os pais. Tribunal de Penafiel decretou hoje a prisão preventiva.
Um crime de violência extrema e contornos macabros marcou a freguesia de Sernande, em Felgueiras. Nuno Ferreira, um jovem de 26 anos com um historial negro de violência doméstica, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto e enviado esta quinta-feira, 15 de janeiro, para prisão preventiva, suspeito de ter assassinado o próprio tio e tentado incinerar o cadáver.
O crime remonta a 9 de dezembro do ano passado, mas a investigação da PJ permitiu agora fechar o cerco ao suspeito, que terá agido motivado por uma discussão fútil na casa onde o tio, Moisés Ferreira, de 60 anos, vivia sozinho.
O ataque fatal e a tentativa de ocultação
O desentendimento, aparentemente sem antecedentes, escalou de forma trágica. Nuno Ferreira terá pegado num objeto contundente e desferido três golpes violentos na cabeça do tio paterno, provocando-lhe a morte imediata.
O horror não terminou com o homicídio. Numa tentativa fria de eliminar provas e dificultar o trabalho das autoridades, o jovem regou o corpo do tio com gasolina e ateou-lhe fogo. O cadáver carbonizado de Moisés Ferreira só seria descoberto dois dias depois por um familiar, caído num anexo da habitação junto a uma viatura.
Um perfil marcado pela violência: “Já agredia os pais”
A detenção de Nuno Ferreira não surpreendeu totalmente a vizinhança de Torrados, onde o jovem residia. Descrito como uma pessoa extremamente violenta, o suspeito estava, à data do crime, sob medida de coação de vigilância eletrónica.
O jovem já tinha estado detido anteriormente por crimes de violência doméstica praticados contra os próprios pais, o que revela um padrão de agressividade dentro do seio familiar que culminou agora neste desfecho fatal para o tio.
Justiça em Penafiel
Após semanas de investigação, a PJ do Porto reuniu as provas necessárias para a detenção. Presente esta tarde ao Juiz de Instrução Criminal no Tribunal de Penafiel, Nuno Ferreira foi indiciado por homicídio qualificado. Perante a gravidade dos factos e o perigo de reiteração criminosa, o juiz aplicou a medida de coação mais grave: a aguardar julgamento atrás das grades.











