Bral não resistiu aos ferimentos sofridos num atropelamento
Semana marcada pelo luto no ciclismo mundial, após a morte de dois atletas num curto intervalo de dias.
Depois do falecimento do colombiano Cristian Camilo Muñoz, de 30 anos, na passada sexta-feira, ocorrido seis dias após uma queda na Tour du Jura, surge agora a notícia da morte do jovem belga Milan Bral.
Com apenas 21 anos, Bral não resistiu aos ferimentos sofridos num atropelamento enquanto treinava nas imediações de Ronse. O acidente deu-se perto da subida de Hotondberg, uma zona emblemática da região da Flandres, por volta da hora de almoço.
O ciclista foi transportado em estado crítico para o hospital universitário de Gent, onde acabaria por falecer pelas 22h30.
Segundo a comunicação social belga, Milan deslocava-se para uma prova em que o irmão, Xibe, de 18 anos, iria competir: o GP Dries Devenyns, em Zulzeke.
Bral integrava a equipa sub-23 da Dovy Keukens-FCC, que manifestou pesar pela perda através de um comunicado: “Era muito mais do que um ciclista para nós. Era um tipo fantástico, um verdadeiro companheiro de equipa, alguém que estava sempre lá para os outros e tinha um lugar quente e importante na nossa equipa. Era amado por todos e deixará muitas saudades. Milan continuará a fazer parte da nossa equipa para sempre.”
Em homenagem ao jovem ciclista, os colegas de equipa decidiram alinhar nas provas deste domingo, envergando fumos negros nos braços como sinal de luto.








