A arbitragem de Cláudio Pereira no duelo entre Porto e Tondela, da 30.ª jornada da Liga, esteve longe de ser consensual, com vários lances a exigirem intervenção do VAR. Ainda assim, os especialistas concordam num ponto: a tecnologia teve um papel determinante nas decisões mais relevantes do encontro.
VAR decisivo nos momentos-chave
Na análise de Pedro Henriques, em A BOLA, o VAR foi “determinante”, evitando erros com impacto direto. O antigo árbitro destaca a reversão de um penálti do Porto inicialmente mal assinalado e a correção de outro lance, onde Joe Hodge cometeu infração já dentro da área, justificando o castigo máximo.
Também os especialistas do Record, Jorge Faustino e Marco Ferreira, apontam falhas a Cláudio Pereira em campo, sublinhando que “o mérito principal das boas decisões em lances de penálti” pertence ao VAR. Ambos consideram que houve necessidade de corrigir erros claros cometidos durante o jogo.
Critério disciplinar seguro, mas prestação aquém
Apesar das dúvidas nos penáltis, o capítulo disciplinar recolheu avaliações mais positivas. Os cartões exibidos por faltas táticas, como nos lances envolvendo Kiwior, Rodrigo Mora ou Yaya Sithole, foram considerados corretos, num jogo com várias situações de ataque prometedor travadas de forma irregular.
No balanço final, Jorge Faustino e Marco Ferreira atribuíram notas diferentes à atuação de Cláudio Pereira, apontando uma exibição “não isenta de erros”. A leitura global é clara: sem o VAR, o desfecho poderia ter sido diferente, num encontro onde a tecnologia acabou por assumir o protagonismo.










