Sob a liderança de Laurent Mekies, a formação austríaca entra na nova era regulamentar com um projeto totalmente renovado
A Red Bull parece ter arrancado o ciclo técnico de 2026 com indicadores encorajadores. Um arranque que Max Verstappen classificou como “bom”, numa fase em que a unidade de potência, criada em parceria com a Ford, já começou a gerar comentários atentos entre equipas concorrentes.
Sob a liderança de Laurent Mekies, a formação austríaca entra na nova era regulamentar com um projeto totalmente renovado. Antes dos testes realizados à porta fechada em Barcelona, no final do mês passado, existiam interrogações sobre o ritmo de progresso do construtor. Contudo, as primeiras impressões recolhidas no paddock — incluindo reações de surpresa vindas da Mercedes — apontam para um arranque sólido.
Durante a sessão catalã, o monolugar de 2026 acumulou um volume expressivo de voltas e revelou níveis de fiabilidade considerados promissores. No final dos trabalhos, Verstappen mostrou-se moderadamente otimista, sublinhando que o projeto ainda está numa fase inicial, mas com sinais encorajadores.
“Penso que, no geral, foi bastante decente”, disse o piloto neerlandês em declarações ao site oficial da Fórmula 1, Já sobre o teste do RB22 em Barcelona Verstappen explicou “Na primeira manhã não fiz muitas voltas, e o tempo estava mau, mas o último dia foi bom. Fiz muitas voltas, aprendemos muito. Ainda há muitas coisas que queremos analisar e melhorar, mas suponho que isso seja normal”. E prossegue “No geral, com o novo motor, fazer este número de voltas que fizemos é muito bom e é um bom começo para nós. Por isso, é positivo, mas ainda é muito cedo. Ainda está em processo de desenvolvimento, mas penso que começámos bastante bem com estas coisas. Esta ainda é uma fórmula muito complexa, penso eu, para todos, por isso ainda há muito trabalho a fazer. Mas isso é normal”.
O programa de testes, no entanto, não esteve isento de contratempos. Um acidente significativo protagonizado por Isack Hadjar no segundo dia obrigou a equipa a interromper as atividades, enquanto aguardava a chegada de componentes de substituição provenientes da base em Milton Keynes. A pausa forçada custou um dia de pista ao conjunto.
Ainda antes deste incidente, Hadjar explicou ao site da Fórmula 1: “Tivemos apenas pequenos problemas no primeiro dia, o que é bastante impressionante, considerando que é o nosso primeiro dia com o nosso próprio motor. Foi definitivamente tranquilo. A sensação não está muito longe do que estou habituado, pelo menos na minha primeira temporada, em todas as mudanças de marcha para cima e para baixo”.
A preparação prossegue já na próxima semana, com ensaios no Bahrein entre 11 e 13 de fevereiro, seguidos de nova sessão de 18 a 20 do mesmo mês. A temporada arranca oficialmente na Austrália, entre 6 e 8 de março, marcando o início de uma das fases mais aguardadas da nova geração da Fórmula 1.







