Piloto não escondeu a frustração no final do GP Japão
Max Verstappen viveu um Grande Prémio do Japão longe do brilho habitual e não escondeu a frustração no final da corrida. O piloto neerlandês protagonizou uma recuperação de 11.º até 8.º lugar, mas acabou preso durante grande parte da prova atrás de Pierre Gasly, num duelo que ilustra bem as limitações que tem sentido esta temporada.
Num momento que não passou despercebido, Verstappen chegou mesmo a acenar de forma irónica ao piloto francês nas voltas finais, depois de perceber que qualquer tentativa de ultrapassagem acabaria por ser anulada pelas características do carro e pelas regras atuais. “Estava a contar as voltas”, confessou, revelando um misto de resignação e sarcasmo.
Apesar de ter conseguido ultrapassar Gasly numa ocasião, o neerlandês sabia que perderia a posição pouco depois. “Consegue-se consegue-se ultrapassar, mas perde-se toda a potência na reta seguinte. Começo a rir-me, porque estar frustrado o tempo todo também não adianta. Mas isto não está nada bem.”, desabafou.
No final, os quatro pontos conquistados souberam a pouco. “Fiquei feliz por ter terminado.”, admitiu, numa declaração que reflete bem o nível de insatisfação. Verstappen recordou ainda a corrida anterior na China, onde enfrentou dificuldades semelhantes atrás de um Alpine.
O campeão do mundo aponta vários problemas ao monolugar e não acredita que a pausa forçada no calendário — após o cancelamento dos Grandes Prémios do Bahrein e da Arábia Saudita — traga melhorias significativas a curto prazo. “Para esta época, não fará grande diferença. Esperemos que consigamos resolver muitos problemas, porque também temos muitos. O carro é incontrolável. Ainda consegui subir algumas posições, mas foi só isso.”, explicou.
As dificuldades dentro de pista começam também a levantar dúvidas quanto ao futuro do piloto na Fórmula 1. Verstappen voltou a admitir que está a refletir sobre o seu caminho na modalidade. “Preciso de perceber o que quero exatamente para o futuro na Fórmula 1. A vida continua, mesmo sem Fórmula 1. Também tem de continuar a ser divertido”, afirmou.
As declarações não passaram despercebidas no paddock. O antigo piloto Christijan Albers, agora comentador, considera que o neerlandês está a aumentar a pressão sobre as entidades que regulam o desporto. “Compreendo que ele esteja a tentar aumentar a pressão. É preciso mudar as coisas, porque Verstappen ainda é o ponto alto de todo o desporto”, defendeu.
Do lado de Gasly, o sétimo lugar foi motivo de satisfação, especialmente após resistir à pressão constante do rival. “Sabia que seria uma corrida completamente diferente. Não podia cometer nenhum erro na defesa, porque ele estava sempre em cima de mim.”, comentou o francês, que saiu do Japão com vantagem reforçada na classificação sobre Verstappen.
Um cenário pouco habitual, que espelha uma temporada atípica para o piloto neerlandês — e que pode ter consequências mais profundas no futuro da Fórmula 1.











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