André Villas-Boas abriu as portas aos bastidores do mercado de transferências do Porto e explicou, em entrevista ao canal de YouTube Primeiro Toque, como funciona o processo de contratação e venda de jogadores. O presidente dos dragões admitiu que esta é uma das áreas que mais desgaste lhe provoca e revelou qual foi a negociação mais difícil da sua liderança.
O processo de contratação dos dragões
O dirigente começou por detalhar o método seguido pelo Porto na identificação de reforços, explicando que todo o trabalho parte do departamento de scouting, atualmente apoiado por inteligência artificial e análise de dados. Depois da escolha dos alvos, seguem-se os contactos com agentes, a avaliação do interesse dos jogadores e, só depois, as negociações com os clubes.
Villas-Boas destacou ainda que o Porto procura manter a reputação de grande vendedor de talento, recusando negociar jogadores “a qualquer preço”. O presidente garantiu que os dragões pretendem continuar a ser reconhecidos como um clube capaz de formar e valorizar futebolistas para os principais campeonatos europeus.
“As transferências dão-me muitas rugas”
Questionado sobre o impacto do mercado no dia a dia, Villas-Boas confessou que as negociações representam um enorme desgaste. O líder portista explicou que muitas vezes o clube investe meses de trabalho em determinados jogadores, apenas para os ver escolher outros destinos, o que obriga a uma preparação constante e antecipada.
Apesar disso, considerou que o trabalho realizado na preparação da época 2025/26 foi um sucesso, graças às inúmeras reuniões e estratégias montadas para tornar o projeto do Porto mais apelativo. Segundo Villas-Boas, esse esforço permitiu convencer vários talentos a escolherem os dragões.
“O FC Porto tem uma história sem paralelo”
— FC Porto (@FCPorto) July 3, 2026
André Villas-Boas em entrevista ao podcast “Primeiro Toque”➡ https://t.co/vQcB51Kf1j @PrimeiroToque_ pic.twitter.com/YTbu5YzQH2
Samu foi o negócio mais complicado
O presidente revelou ainda que a contratação mais difícil foi a de Samu, descrevendo-a como uma operação relâmpago. Depois de falhar a transferência do avançado para o Chelsea, o Porto aproveitou a oportunidade e fechou o acordo com o Atlético de Madrid em apenas 24 horas, sem que a negociação chegasse ao espaço público.
Villas-Boas lembrou também outros dossiês complexos, como os de Froholdt e Kiwior, ambos dependentes de negociações paralelas com outros clubes. O dirigente sublinhou que cada contratação teve obstáculos diferentes, mas frisou que a história, os títulos e a dimensão do Porto continuam a ser argumentos decisivos para convencer jogadores a vestir de azul e branco.











