Villas-Boas garante que “o FC Porto irá com tudo contra o Sporting CP”.
André Villas-Boas, presidente do FC Porto, concedeu uma entrevista ao jornal desportivo ‘O JOGO’, onde foi confrontado com a polémica relação com Frederico Varandas, presidente do Sporting CP.
Podemos qualificar as relações do FC Porto com o Benfica e o Sporting como institucionalmente toleráveis ou há uma diferença de tratamento e respeito entre Rui Costa e Frederico Varandas? E, tendo em conta o atual cenário, é de prever uma maior aproximação entre FC Porto e Benfica?
A relação institucional com o Benfica é de grande elevação e respeito. Houve mais exageros da minha parte, enquanto presidente do FC Porto, no sentido de Rui Costa do que o contrário. Até já fiz recentemente um “mea culpa”. Tento retratar-me sempre que posso e faço-o novamente aqui. Há uma rivalidade histórica com o clube líder no número de campeonatos nacionais – não no número de títulos nacionais e internacionais de futebol, que esse é nosso -, mas que o FC Porto quer ultrapassar o mais rapidamente possível. Tudo o que é mágico e que envolve o FC Porto e o Benfica é algo que devemos dignificar nessa rivalidade histórica. Ora, isso não se passa com o Sporting, simplesmente porque a sua liderança neste momento entra por um patamar de injúria, calúnia e vitimização com o FC Porto que nós não podemos tolerar. E, apesar de haver alguma unificação do ponto de vista estratégico sobre o que o futebol português precisa, a realidade é que, fruto dessa vitimização permanente, das calúnias, das injúrias que semanalmente invocam contra FC Porto, não há relação possível, nem pode haver relação possível.
Que explicação encontra para isso? O FC Porto transformou-se num alvo útil à gestão interna do Sporting?
Talvez sim, suportado por um grupo de Comunicação Social com maior afinidade clubística com o Sporting e que tenta, basicamente, filtrar e opinar orientado por uma visão estratégica e uma voz popular para o Sporting. Tudo o que foi feito no Sporting pelo presidente Frederico Varandas foi a transformação de um clube recentemente vencedor, que se afirma e que foi construído para se tornar vencedor. Algo que não era, porque vivia sempre em instabilidade política ou desportiva muito evidente. Portanto, isso é um sucesso e um mérito do próprio. Agora não pode é viver na permanente vitimização, injúria e calúnia para com o FC Porto, a qual teve o seu expoente máximo no caso do pavilhão e do cheiro a amoníaco. O Sporting ultrapassou todos os limites do razoável. O FC Porto já deu todos os documentos bem sustentados ao Ministério Público e o mais provável é acontecer um arquivamento desse caso inventado pelo Sporting. E, a partir daí, o FC Porto irá com tudo contra o Sporting.
Essa blindagem institucional do FC Porto para com o Sporting vai manter-se durante o seu mandato? Não há margem para nenhum tipo de abertura e pacificação?
Pela personalidade do próprio [Frederico Varandas] não vejo que haja qualquer possibilidade de relacionamento. São tipologias de personalidade com que eu não consigo dar-me nem respeitar.
Aquela frase de Frederico Varandas após o jogo da primeira-mão das meias-finais da Taça de Portugal – “eles têm medo” -, foi utilizada no balneário portista?
Bom, terá sido utilizada seguramente pelos jogadores e pelo treinador, não sei até que ponto. Há sempre estratégias de motivação que os líderes utilizam para fazer transcender os seus atletas, acho que isso faz parte do desporto, a forma como arranjamos pontos motivacionais no jogo a jogo para trazermos a vitória. Portanto, isso é mais uma pergunta para o míster Farioli do que para mim. Eu sempre fui um líder muito mais emocional e muito mais irracional. Seguramente o André Villas-Boas treinador teria utilizado. Não sei se o Francesco Farioli, treinador teria feito da mesma forma que eu. Ou se o fez da mesma forma.
Veja a entrevista na integra através do vídeo a seguir:









