André Villas-Boas marcou presença, esta quinta-feira, na homenagem ao jovem Mateus Mide, campeão do mundo de sub-17, e aproveitou a ocasião para responder às recentes críticas de José Mourinho.
O treinador do Benfica tinha afirmado que “a melhor equipa não ganhou” o clássico da Taça de Portugal (vitória azul e branca no Dragão), mas o presidente portista discordou frontalmente da leitura do técnico encarnado.
Para o líder dos dragões, o jogo foi pautado pelo equilíbrio e pela competência, reservando um elogio raro ao setor da arbitragem num momento de alta tensão entre os rivais.
O elogio à arbitragem e a “justiça” do resultado
Villas-Boas foi perentório ao analisar o espetáculo vivido no Estádio do Dragão, defendendo que o resultado foi fruto de um jogo bem disputado num “ambiente mágico”.
“É a interpretação do treinador do Benfica, não temos nada a dizer. Foi um jogo extremamente difícil, bem disputado e jogado. Uma arbitragem excelente, que tem de ser valorizada, sem erros. Tanto quanto sei, foi o jogo mais visto em canal aberto deste ano”, afirmou o presidente portista.
Protocolo quebrado: A “retaliação” a Rui Costa
Um dos temas mais comentados do Clássico foi a ausência de Villas-Boas ao lado de Rui Costa na tribuna presidencial. O presidente do FC Porto explicou que a decisão de colocar o homólogo encarnado na terceira fila foi uma resposta direta ao tratamento que recebeu no Estádio da Luz aquando da sua eleição.
“Na minha estreia, foi-me destinado um lugar na 6.ª ou 7.ª fila. O FC Porto retribuiu com a 3.ª fila”, explicou, sublinhando que, embora as direções se possam sentar à mesa para discutir temas comuns, “ainda não há respeito total para que nos sentemos ao lado um do outro”.
Academia e a resposta às queixas de vandalismo
Villas-Boas aproveitou o evento em Gaia para anunciar que a construção do novo Centro de Alto Rendimento está prestes a arrancar, aguardando apenas o licenciamento final para iniciar a movimentação de terras. Sobre as queixas do Benfica relativas ao tratamento dos seus adeptos, o presidente azul e branco inverteu o foco da acusação:
- Danos no estádio: Denunciou “rasgos” no banco de suplentes ocupado pelo Benfica e “um sem número de grafittis” deixados pela claque encarnada nas bancadas.
- Segurança: Relembrou que o controlo de acessos e inspeções é coordenado pela polícia e não pelo clube.
Mercado e a luta com o Sporting
Quanto ao futuro imediato, Villas-Boas revelou que não planeia reforçar o plantel em janeiro, mantendo total confiança no grupo atual. Sobre o sorteio da Taça de Portugal, que poderá ditar um embate contra o Sporting (caso vençam o AVS), o dirigente antevê uma fase decisiva do calendário onde o FC Porto terá de estar ao seu melhor nível para manter os rivais “à perna”.







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