Jonas Vingegaard reconheceu que a preparação para o Tour de France deste ano não foi a mais adequada e admitiu que tanto ele como a Team Visma | Lease a Bike cometeram erros na abordagem à prova. O ciclista dinamarquês considera que a aposta nas subidas longas acabou por deixá-lo sem a explosividade necessária para responder aos ataques de Tadej Pogacar durante a corrida.
“Subestimámos um pouco o Tour”
Em declarações durante uma visita à Volta à Dinamarca, que passou pela sua terra natal, Glyngore, Vingegaard fez uma autocrítica à estratégia adotada antes da prova. “Em retrospetiva, não ter treinado mais esse aspeto foi um erro”, admitiu, reconhecendo que faltou capacidade de aceleração nos momentos decisivos.
O vencedor de duas edições do Tour foi mais longe e assumiu que a equipa não preparou a corrida da melhor forma. “Talvez tenhamos subestimado um pouco o Tour este ano. Focámo-nos em tornar-me melhor nas subidas longas. Talvez devêssemos ter pensado em tornar-me mais explosivo e prestar mais atenção ao percurso. É difícil tornar-se explosivo depois de ter feito o Giro”, afirmou, citado pelo dr.dk.
Objetivo passa pelos Mundiais
Além de analisar o Tour de France, Vingegaard falou também da recuperação à fratura na clavícula, lesão que o obrigou a abandonar a prova e a ser submetido a uma intervenção cirúrgica. O dinamarquês mantém, no entanto, a esperança de voltar à competição ainda esta temporada.
O principal objetivo passa por representar a Dinamarca nos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Estrada, que vão decorrer em Montreal, entre 20 e 27 de setembro. “Sempre disse que, se conseguisse estar pronto para os Mundiais, seria ótimo. Continuo a sentir o mesmo. Mas depende de como evolui a recuperação e de como estará a minha motivação quando puder voltar a treinar”, concluiu.








