A 105.ª edição da Volta à Catalunha terminou com sentimentos opostos para as grandes figuras do pelotão internacional que se preparam para o Giro de Itália. Enquanto Jonas Vingegaard confirmou um domínio absoluto ao vencer a prova de forma imperial, João Almeida viveu uma semana difícil, terminou em 38.º lugar e já admitiu que “algo se passa”.
Domínio na Catalunha é apenas o começo para o líder da Visma
O bicampeão do Tour e atual vencedor da Vuelta assumiu a liderança na 5.ª etapa, no Coll del Pal, e não mais largou a camisola de líder. Apesar da vitória confortável, o dinamarquês lançou um alerta que promete ecoar na preparação dos seus adversários diretos: “Para ser honesto, acho que posso melhorar bastante. Pelo menos é o que pensamos”.
Este otimismo de Vingegaard assenta na convicção de que o seu pico de forma ainda está por vir, reservado para os grandes embates de maio e julho. O ciclista sublinhou que, embora se sinta num bom momento após triunfar na Paris-Nice e agora na Catalunha, o nível máximo de competitividade será apresentado na Volta a Itália, onde João Almeida procura redimir-se do pesadelo que esta prova foi para ele.
Vingegaard com foco total no Giro de Itália
Com o calendário definido, Vingegaard confirmou que o Giro, que arranca a 8 de maio, é o seu próximo grande objetivo e onde espera estar num nível “muito, muito alto”. O sucesso na Catalunha serve como um reforço de confiança para o atleta da Visma-Lease a Bike, que admitiu ter sentido a pressão dos rivais na última etapa, mas manteve a capacidade de resposta.
Apesar da ambição para solo italiano, o dinamarquês não esconde que a Volta a França continua a ser o ponto fulcral do seu ano desportivo. Questionado sobre o seu lugar na história do ciclismo, o atleta de 29 anos preferiu manter a humildade, focando-se apenas em chegar à “super forma” necessária para as próximas batalhas, onde o português João Almeida terá de elevar o ritmo para acompanhar o favorito.










