O ciclismo da Dinamarca deixou de ser uma surpresa para se tornar uma potência consolidada.
Após os anos de ouro marcados pelo título mundial de Mads Pedersen (2019) e pelo bicampeonato de Jonas Vingegaard no Tour de France (2022 e 2023), o otimismo no país nórdico está mais alto do que nunca para a nova temporada.
Em entrevista ao canal Feltet, o experiente Michael Valgren (EF Education-EasyPost) analisou o panorama para 2026 e não poupou palavras ao projetar o embate entre os dois maiores colossos da atualidade.
O regresso do duelo: Vingegaard vs. Pogacar
Depois de um 2025 em que Tadej Pogacar dominou o cenário mundial sem grande oposição, Valgren acredita que o pêndulo vai voltar a oscilar a favor do seu compatriota no próximo verão europeu.
“Acho que o Jonas vai recuperar. Ele vai dar um chuto na rabo de Pogacar. Há muitas oportunidades para ele em 2026”, afirmou Valgren com confiança, apostando na resiliência do líder da Visma-Lease a Bike para recuperar a camisola amarela em Paris.
Mads Pedersen: O regresso à “Grande Boucle”
Outro ponto central da estratégia dinamarquesa para 2026 é o regresso de Mads Pedersen ao Tour de France. Após ter brilhado em 2025 com a conquista das classificações por pontos (camisola por pontos) no Giro d’Italia e na Vuelta a España, o ciclista da Lidl-Trek volta a focar-se na prova rainha.
Para Valgren, o potencial de Pedersen é avassalador: “Agora que ele está a voltar ao Tour, tem potencial para somar uma, duas ou até três vitórias de etapa”.
Uma “Geração de Ouro” que não para de crescer
O entusiasmo de Valgren estende-se a todo o contingente dinamarquês no WorldTour. O ciclista destaca que o país possui um grupo vasto de atletas capazes de vencer em qualquer terreno, citando nomes como:
- Anders Foldager (Jayco AlUla): apontado como a possível revelação do ano.
- Magnus Cort (Uno-X Mobility) e Kasper Asgreen (EF Education): veteranos que procuram regressar à sua melhor forma.
A Dinamarca entra em 2026 não apenas para participar, mas para tentar dominar o calendário internacional, com Valgren a esperar que ele próprio possa contribuir para o sucesso de uma das nações mais temidas do pelotão profissional.








