O ambiente de alta tensão na Liga dos Campeões serviu de palco para mais um episódio mediático envolvendo o avançado do Real Madrid. Num confronto direto frente ao Manchester City, Vinícius Júnior assumiu o papel de figura central da eliminatória, respondendo à hostilidade das bancadas com gestos que estão a dividir a opinião pública desportiva.
Reação no Etihad após incidente com o Benfica
A postura de Vinícius Júnior surge pouco tempo depois da polémica ocorrida no Estádio da Luz, no jogo frente ao Benfica, onde o brasileiro acusou Gianluca Prestianni de insultos racistas. Nesse encontro de fevereiro, o avançado merengue relatou ter sido chamado de “macaco” pelo jovem argentino, um caso que levou à suspensão provisória do jogador encarnado pela UEFA e a uma forte tomada de posição de Kylian Mbappé, que recentemente foi apanhado com uma atriz em Paris, em defesa do colega.
Desta vez, em Manchester, o camisola 7 não hesitou na celebração após converter uma grande penalidade que colocou o marcador agregado em 4-0. Depois de bater Donnarumma, o avançado correu para a bandeirola de canto e colocou o dedo nos lábios, mandando calar o estádio, num gesto que serviu de preâmbulo para uma atitude ainda mais comentada pelos analistas e adeptos nas redes sociais.
Gesto de “choro” de Vinícius Júnior responde a provocações inglesas
O momento de maior polémica surgiu quando Vinícius Júnior fixou o olhar nas bancadas do Etihad e elevou os punhos cerrados aos olhos, simulando o gesto de “choro”. Esta provocação direta, acompanhada pela expressão “cry, cry!”, terá sido uma resposta às provocações dos adeptos do City, que exibiram tarjas a ironizar com a derrota do brasileiro na Bola de Ouro para o espanhol Rodri.
O incidente com Prestianni em Lisboa parece ter deixado o brasileiro em estado de alerta máximo contra o que considera serem perseguições nos estádios europeus. Enquanto uns defendem que esta atitude é a única forma de o jogador se proteger da pressão externa, outros criticam o avançado por manter um comportamento de constante confrontação, mesmo quando a eliminatória já se encontrava totalmente controlada pelo Real Madrid.









