Francês não deu hipóteses aos adversários
O jovem francês Paul Magnier, de 21 anos, voltou a mostrar toda a sua força nas chegadas em pelotão ao vencer, em Lagos, a quarta etapa da Volta ao Algarve. O corredor da Soudal-Quick Step repetiu o triunfo alcançado em Tavira e confirmou que, para já, não tem adversários à altura nos sprints desta edição da prova.
A um dia do contrarrelógio decisivo, Juan Ayuso, da Lidl-Trek, conservou a camisola amarela, mantendo sete segundos de vantagem sobre Paul Seixas (Decathlon) e 44 segundos sobre João Almeida, da UAE Team Emirates.
A tirada de 175,1 quilómetros, entre Albufeira e Lagos, decorreu dentro do cenário expectável. Uma numerosa fuga, composta maioritariamente por elementos de equipas portuguesas, animou a jornada desde cedo, ainda que sempre sob vigilância apertada do pelotão. Entre os escapados destacou-se o argentino Tomas Contte, que reforçou a liderança na classificação da montanha, e Hugo Nunes, que somou pontos nas metas volantes. Este último foi também o mais resistente da frente de corrida, sendo alcançado já a 26 quilómetros da meta, após a primeira passagem por Lagos.
Apesar de uma queda no grupo principal durante o regresso à cidade algarvia, a aproximação final fez-se sem sobressaltos de maior. No sprint, Magnier surgiu inicialmente encaixotado entre os comboios da Tudor e da EF Education, mas encontrou uma abertura a cerca de 150 metros da meta. Lançou então um arranque demolidor que deixou para trás o belga Jordi Meeus (Red Bull-Bora) e Oded Kogut (Israel-Premier Tech), ambos a mais de uma bicicleta de distância na linha de chegada.
Entre as equipas nacionais, Santi Mesa (Anicolor-Campicarn) foi oitavo classificado, enquanto Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados) terminou em 12.º. Iúri Leitão (Caja Rural-RGA) foi o melhor português da etapa, na 13.ª posição, logo seguido por Rui Oliveira (UAE Team Emirates), seu companheiro no título olímpico, que cortou a meta em 15.º lugar.
Com tudo em aberto para a etapa final, Ayuso parte para o derradeiro teste com vantagem curta, mas preciosa, numa luta que promete emoção até ao último segundo.








