A decisão de anular os tempos do contrarrelógio devido ao vento forte acabou por beneficiar o ciclista português na luta pela geral.
A organização da Volta à Comunidade Valenciana tomou uma decisão drástica ao cancelar a contagem de tempos para a classificação geral na segunda etapa. Esta medida neutraliza o impacto do esforço individual de 17 km, beneficiando diretamente João Almeida.
O “balão de oxigénio” para o português
Embora a segurança devido ao vento forte tenha sido o motivo, a decisão acabou por beneficiar João Almeida (UAE Team Emirates), que teve um dia feliz na primeira etapa. O ciclista português tinha neste contrarrelógio o seu maior obstáculo da prova, enfrentando um traçado que parecia desenhado para o seu maior rival, Remco Evenepoel.
- O perigo Evenepoel: Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe), atual campeão do mundo da especialidade, era o favorito absoluto para ganhar tempo precioso à concorrência hoje.
- Neutralização tática: Sem os tempos a contar, Almeida evita perder terreno numa disciplina onde o belga é quase imbatível, mantendo as suas aspirações intactas para as etapas de montanha.
Cerimónia protocolar sem efeito prático
A etapa de 17 km continuará a ser percorrida e haverá um vencedor oficial a subir ao pódio para a fotografia e os prémios da tirada. Contudo, para as contas da camisola amarela, os tempos de hoje são “inexistentes”.
A organização justifica a medida com a instabilidade das rajadas de vento, que tornariam a utilização das bicicletas de contrarrelógio (conhecidas pela sua pouca estabilidade lateral) perigosa para os atletas.
Tudo se decide na montanha
Com esta “mãozinha” do destino e da organização, a Volta à Comunidade Valenciana será agora decidida exclusivamente nas subidas. João Almeida ganha assim uma nova vida na prova.






