Miguel Oliveira já aponta baterias, depois do arranque com muitos bons indicadores no GP da Austrália, com a próxima ronda do Superbike World Championship a acontecer em Portugal. O palco é o Autódromo Internacional do Algarve, que decorre entre 27 e 29 de março, e Miguel Oliveira não esconde o entusiasmo por competir “em casa” — ainda para mais num traçado onde acredita que a BMW pode mostrar outra face.
Depois de duas corridas principais concluídas no Top 10 em Phillip Island, na ronda que marcou a estreia de Miguel Oliveira no WorldSBK e mesmo apesar do abandono na Superpole Race devido a problemas mecânicos na sua BMW M 1000 RR, o balanço foi globalmente positivo. Agora, e na ronda seguinte, o foco está em Portimão, uma pista que o piloto conhece bem e que, tradicionalmente, favorece o seu estilo de pilotagem.
“Correr em casa é sempre bom”
Em declarações à imprensa oficial do campeonato, Miguel Oliveira foi direto nas expectativas para a ronda portuguesa:
“Correr em casa é sempre bom, especialmente num circuito onde sabemos que a moto funciona bem e não sofre tanto como na Austrália. Estamos ansiosos para começar a trabalhar lá nos testes.”
O piloto da ROKiT BMW Motorrad WorldSBK Team destacou ainda a importância dos testes que irão decorrer antes da prova. Com um novo projeto técnico em evolução e margem clara para crescimento, o trabalho em pista antes do fim de semana oficial poderá revelar-se crucial para perceber onde se pode melhorar e como essas melhorias podem trazer mais rendimento e produtividade.
Portimão pode mostrar outra BMW
O traçado algarvio, também conhecido por montanha russa portuguesa, e assim reconhecido pelas suas subidas e descidas acentuadas, curvas rápidas e zonas técnicas que exigem forte estabilidade em travagem e boa tração à saída de curva — características onde, particularmente, a BMW tem mostrado evolução consistente. Miguel Oliveira também referiu que, ao contrário do que aconteceu em Phillip Island, onde a gestão de pneus e a exigência do traçado australiano colocaram desafios adicionais, Portimão poderá oferecer um cenário mais favorável à M 1000 RR. Miguel Oliveira acredita que a moto “não sofre tanto”, o que poderá traduzir-se numa maior consistência ao longo das corridas.
Testes decisivos antes do fim de semana oficial
Antes das sessões oficiais, que começam a dia 27 de março, a equipa terá então os referidos dias de testes no circuito português. E é com estes que Miguel Oliveira pretende retirar o máximo de dados.
“Esperamos que o tempo nos ajude também, que seja um teste bom e durante o fim de semana de corrida se consiga ver os progressos que fizemos e ver onde acabamos”, sublinhou o piloto português. Da mesma forma, Miguel Oliveira refere a importância da meteorologia, que desempenha sempre um papel fundamental, além de imprevisível, o Algarve é a prova viva disto, referindo que espera que a estabilidade das condições permitam recolher os dados necessários para as últimas afinações, ao nível da eletrónica, equilíbrio do chassis e comportamento dos pneus — áreas onde cada décimo conta.
Arranque encorajador e margem para evoluir
Apesar do abandono de Miguel Oliveira na Superpole Race australiana, o piloto mostrou muita competitividade nas corridas longas, conseguindo terminar ambas dentro do Top 10 e depois de duas recuperações épicas dignas de um registo memorável. Numa fase inicial de temporada, a regularidade é um fator-chave, seja para construir confiança em torno do projeto ou até no que diz respeito à relação entre mota e piloto, além de acumular pontos importantes na classificação geral.

A ronda de Portimão marca o regresso de Miguel Oliveira a Portugal, perante o seu público, de quem irá receber o apoio que já era habitual quando ainda corria na MotoGP, num circuito que conhece muito bem, e numa mota que, a cada dia que passa, parece estar mais capaz de responder aos pedidos de Miguel Oliveira. Do GP da Austrália de Superbike ficou uma única dúvida. Qual teria sido a prestação do piloto português se não tivesse saído da última posição da grelha? O entusiasmo é claro e as expectativas continuam altas e o GP de Portimão de WorldSBK, espera-se, que marque um ponto de viragem na época do português.











