Sébastien Ogier (Toyota) voltou a escrever história no Mundial de Ralis (WRC). Ao terminar em 3.º lugar o Rali da Arábia Saudita, a última prova da campanha de 2025, o francês assegurou o seu nono título mundial, igualando o seu antigo rival e compatriota, Sébastien Loeb, no topo dos pilotos mais laureados de sempre.
O triunfo de Sébastien Ogier é considerado um dos registos mais inacreditáveis nos anais do desporto motorizado, pois foi alcançado numa época em que o piloto optou por não competir a tempo inteiro, participando em apenas 11 ralis.
Apesar da presença parcial, Ogier demonstrou uma eficácia brutal: venceu seis provas e só falhou o pódio numa única ocasião, provando ser um “canibal” na gestão da temporada.
Coroação Estratégica na Arábia Saudita
O título foi amarrado na Arábia Saudita, onde Sébastien Ogier sobreviveu a dois dias duros e a um furo para garantir o terceiro lugar, uma posição suficiente para afastar o seu rival direto, o galês Elfyn Evans, que não foi além do sexto posto.
Sébastien Ogier reconheceu a dificuldade da luta:
“Foi uma luta incrível. Só és um grande campeão se lutares contra grandes rivais, e nós vivemos isso,” afirmou o francês, que já tinha deixado Evans sem o título em Monza, em 2020.
A sua estratégia foi a de um “metrónomo”, atacando onde era preciso (como nas vitórias em Monte Carlo, Chile ou Japão) e gerindo os riscos onde não podia vencer o rali, mas sim o campeonato.
O Legado de um Duplo Campeão
O nono título consolida a carreira lendária de Sébastien Ogier , que iniciou o seu domínio em 2009 e dominou a disciplina com punho de ferro pela Volkswagen (quatro títulos) e pela Ford (dois títulos), antes de fechar o seu oitavo título na Toyota em 2022.
O piloto iguala agora o seu recorde pessoal com Sébastien Loeb, que durante anos pareceu inalcançável.
O francês, que não tinha planeado este título (“Não estava nos meus planos igualar Loeb”), adiciona este feito aos seus impressionantes números de carreira: 67 vitórias em ralis e 115 pódios em 203 eventos.
A temporada de 2025 fica também marcada pelos adeus emocionais de outros grandes nomes do WRC, como Ott Tänak e Kalle Rovanperä.







