Piloto nipónico perdeu a sua vaga na Red Bull para Isack Hadjar.
A Red Bull oficializou, logo após o Grande Prémio do Qatar, a saída de Yuki Tsunoda da grelha para 2026, confirmando Isack Hadjar como seu substituto. Arvid Lindblad avançará da F2 para a Racing Bulls, onde formará dupla com Liam Lawson.
O nipónico regressará ao papel de piloto de testes e reserva das duas equipas, cinco anos após a estreia na então AlphaTauri.
Yuki Tsunoda admitiu ter sido abalado pela decisão. “Fiquei a saber depois da corrida no Qatar. Obviamente, fiquei desapontado. É difícil”, afirmou. Apesar do impacto inicial, revelou surpresa com a forma como lidou com a situação no dia seguinte: “Ainda não o sinto por completo. Foi surpreendente acordar no dia seguinte a pensar no Abu Dhabi”.
O japonês de 25 anos começou 2025 na Racing Bulls, mas uma troca com Liam Lawson após duas rondas levou-o à equipa principal. O desafio de dividir a garagem com Max Verstappen repetiu dificuldades já vividas por outros pilotos. Teve eliminações precoces na qualificação e pontos esporádicos, embora tenha destacado recentemente: “Estive a quatro décimas e meia dele, algo inédito para muitos antecessores”.
A saída do monolugar da Racing Bulls também teve peso emocional para o nipónico. “É como abandonar o meu bebé”, confessou, lembrando o envolvimento no desenvolvimento do carro desde o início das atuais regras de 2022. Ainda assim, mostrou gratidão pelo apoio interno e rejeitou arrependimentos totais, reconhecendo a complexidade de competir ao lado de Verstappen numa estrutura tão exigente.
Determinado a terminar a temporada em alta, Yuki Tsunoda reforçou o foco absoluto na última corrida: “O que tenho de fazer aqui é exatamente o mesmo que estava a tentar fazer no Qatar. É ser o mais competitivo possível e, idealmente, ajudar o Max e terminar o mais alto possível para mim e para a equipa”.
Questionado sobre alternativas como a IndyCar, o piloto do monolugar nº22 foi direto: “A F1 é a minha vida. É muito cedo para pensar em outra coisa». Reconhece que o novo papel terá impacto emocional, mas encara-o como oportunidade: «Com certeza sentirei saudades, mas acho que, ao mesmo tempo, posso ver muitas novas perspetivas”. Por agora, mantém o foco: “Vamos ser positivos. Estou apenas a pensar em Abu Dhabi”.











